Nova geração de ricos adere à propriedade compartilhada
O compartilhamento de bens de luxo já é uma realidade no País, e segue conquistando novas parcelas de consumidores. A nova geração de empreendedores traz também uma nova mentalidade de consumo alinhada ao foco da inovação e da sustentabilidade. São valores em que o desejo pela posse de um bem se expressa de forma mais inteligente, mais sustentável e até mais livre, sem as amarras da propriedade exclusiva, na qual o bem é de um único e soberano dono, com todo o ônus que isso também implica.
Ao fazer as contas, a nova geração de ricos percebeu que compartilhar aeronaves, barcos e imóveis de luxo poderia ser bem mais vantajoso do que ter o bem no modelo de propriedade exclusiva. Um dos nossos cotistas, um empresário da área de tecnologia, avaliou que fazia sentido ter um helicóptero para atender as horas de deslocamento entre os seus compromissos semanais, mas não uma aeronave de posse exclusiva, com todo o custo de manutenção e demais burocracias que essa exclusividade implicaria.
Para esse empresário, assim como para toda uma nova geração de consumidores de alto poder aquisitivo, não é apenas o valor do dinheiro que deve ser considerado no momento de comprar um bem de luxo, mas também o estilo de vida, e para eles, não há lugar para o consumo desenfreado e os impactos ambientais que isso significa. Esses empreendedores veem a economia compartilhada e colaborativa como um caminho para o consumo consciente, um meio inteligente, racional e sustentável de ter um bem. O especialista na área de marketing e professor dos MBAs da FGV, Roberto Kanter, explica essa mudança de comportamento: “não é preciso ser mais o dono exclusivo de um item: é possível usufruir dele de uma maneira mais sustentável”.
Outro aspecto que dita o movimento desses consumidores é buscar diversificar a aplicação dos investimentos, com a aquisição de diferentes cotas de diferentes bens. Ou seja, uma cota de casa na praia, uma de casa no campo, uma de barco e outra de helicóptero, por exemplo, em vez de se ter apenas um bem exclusivo – lembrando que o custo de ter várias cotas pode ser equivalente ao de se pagar a exclusividade de apenas um bem.
A pandemia da Covid-19, por outro lado, acelerou esse comportamento do consumidor de alto poder aquisitivo, que encontrou na propriedade compartilhada o modelo ideal para atender tanto as suas expectativas de investimento quanto de locomoção e lazer. A redução da malha aérea comercial, as restrições às viagens internacionais e o medo de contágio, geraram uma demanda na procura pelo modelo de compartilhamento de aeronaves particulares – jatos executivos e helicópteros –, embarcações e casas de luxo.
E, na Prime You, esse perfil de consumidor, que deseja diversificar os seus investimentos e otimizar seus recursos no modelo de compartilhamento, conta com outros benefícios: não ter de se preocupar com a administração do bem, e tampouco com as questões burocráticas que envolvem a gestão do ativo, pois cuidamos disso para ele, além de oferecermos uma infraestrutura de atendimento personalizada e serviços exclusivos que o segmento de luxo requer. Sem dúvida, esse é o jeito mais inteligente de ter!